Embalagens enganosas: estudo denuncia rótulos de alimentos e bebidas com informações falsas ou que induzem consumidor ao erro

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Mensagens em rótulos de produtos alimentícios prometem o impossível na guerra da publicidade. Isso é o que constatou uma pesquisa feita por nutricionistas da Universidade de Brasília (UnB), que analisaram imagens, símbolos e textos em rótulos de alimentos, em busca de informações falsas ou enganosas. Os cientistas verificaram que 19% das embalagens não são totalmente verdadeiras ou podem induzir o consumidor ao erro.

Durante o estudo, pesquisadores do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da UnB analisaram 1.789 rótulos de produtos de grandes e pequenas indústrias comercializados em supermercados do Distrito Federal. Especialistas procuram encontrar contradições nos textos, imagens e composição nutricional e de ingredientes nas embalagens.

A partir dessa análise, os rótulos foram encaixados em três grupos: com mensagens verdadeiras; com mensagens verdadeiras, mas enganosas; e com mensagens falsas. Como critério para essa classificação, os pesquisadores basearam-se na Resolução RDC n° 259, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por regular a rotulagem de alimentos embalados.

Algumas embalagens, são verdadeiras, porém , enganosas: elas induzem o consumidor ao erro, levando- o a acreditar que está comprando um determinado sabor mas na verdade é uma opção mista, que pode ser classificada como “néctar misto”. Um néctar misto de uva e maçã, por exemplo, pode ter mais maçã do que você pensa, até mesmo mais do que a própria uva, por mais que não esteja tão aparente na embalagem.

Outro exemplo são óleos de cozinha que afirmam utilizam da frase “contém colesterol”, o que ao pé da letra é verdade pois nenhum óleo vegetal contém colesterol, porém isso pode induzir o consumidor ao erro de achar que os produtos concorrentes contém colesterol.

Cautela na hora da compra pode ser uma boa ferramenta para se proteger das falsas promessas. A dica dos nutricionistas é que o consumidor leia os rótulos inteiros, inclusive a lista de ingredientes, compare os alimentos e não se deixe levar por embalagens coloridas e frases de efeito.

Um relatório com os resultados da pesquisa foi enviado à Anvisa no início deste ano. Até agora, o documento ainda não chegou às mãos da Gerência de Inspeção de Alimentos do órgão. Antes de ser punida, a indústria que estiver desrespeitando as leis de proteção ao consumidor será notificada para que faça as modificações necessárias.

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