[:pt]Cortisol por Dr Gustavo Otto[:]

[:pt]Energia, um “mal” necessário.

Umas das mais frequentes queixas no consultório é a tal “falta de energia”. As vezes acentuada, muitas vezes mal percebida, essa condição clínica vem se tornado cada vez mais frequente.

Será que estamos perdendo nossa capacidade de produzir energia, ou será que estamos sobrecarregados ?

De uma forma ou outra, para tudo precisamos de energia. Energia é vida… e energia celular é igual a ATP.

Podemos formar energia a partir de qualquer substrato: carboidrato, proteínas e gorduras.

No quesito hormonal, energia pode ser traduzida em INSULINA, CORTISOL E HORMÔNIOS TIREOIDEANOS.

Talvez o mais importante deles -e o mais menosprezado- seja  o CORTISOL. Esse hormônio é energia pura, tanto que quando ele falha… temos instalada a fadiga adrenal. Fadiga = cansaço.

No cortisol, devemos avaliar sua função e não seu nível plasmático.O dia em que a medicina basear-se  exclusivamente nos resultados de exames o médico será substituído por um “mac”, “tablet” “note” ou algo do tipo.

Cortisol , como todo hormônio, tem produção, metabolização (uso) e uma sobra. Costumamos dizer que o exame de sangue nos mostra justamente essa “sobra” hormonal. Um metabolismo totalmente desregulado onde se produz muito hormônio e se usa muito desse hormônio pode vir com um exame de sangue “normal” – atente para isso!

A insulina é o famoso “mineirinho – come quieto”. Só atentamos para ela quando causa o diabetes. Mas a verdade  é que esse hormônio começa a ter sua função prejudicada até duas décadas antes do surgimento da doença. Chamamos esse fato de resistência insulínica.

Uma insulina resistente se manifesta nos exames de sangue através de hiperinsulinemia (insulina alta) em jejum ou então na curva insulinêmica (um exame, onde verificamos um nível muito alto de insulina 2 horas após paciente tomar um líquido muuuuuuito doce).

Aqui temos outro problema… segundo os valores de referência laboratoriais, os níveis considerados normais de insulina podem ir até 20-22 o que, ao meu ver, é trágico. Estudos já atestam uma função insulínica prejudicada com insulina em jejum acima de 8. Vamos mais além… o ideal, seria mantê-la em níveis entre 3-6.

Caso os valores de insulina venham realmente normais, outra prova a ser solicitada são os exames de leptina e adiponectina (estes dois podem ser temas para uma próxima postagem)

Para finalizar esse pequeno bate-papo, temos os hormônios da TIREÓIDE, bem conhecidos de vocês. Para resumir… ao avaliarmos a tireóide temos o TSH, T3 total e livre e T4 total e livre. Lembro a vocês que o T3 livre representa a fração realmente funcionante do hormônio e o T4l seria considerado como um “reservatório” – apesar do T4l também ter função hormonal, a maior parte é representada pelo T3l. O TSH é o hormônio estimulador da produção tireoideana. Ainda, existe um outro hormônio, o T3 reverso de igual ou até maior importância que o T3 e T4, uma vez que esse hormônio representa a fração inativa. Podendo ter um efeito metabólico e, portanto, energético catastrófico. (Caso vocês queiram, podemos conversar outro dia especificamente sobre a tireóide)

Bom… esse post inicial é para vocês entenderem um pouco sobre energia. Energia é fundamental para nossa vida.

Ah, outra coisa… essa gordurinha que você tanto quer queimar… e que não sai nem com “reza braba” é energia acumulada… e você correndo… pulando, passando fome… e nada da danada sair… será que o problema não está em outro lugar?

Boas Festas e bom final de ano!

#teamgustavootto

GUSTAVO OTTO[:]


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1 comentário em “[:pt]Cortisol por Dr Gustavo Otto[:]”

  1. Interessante!! Curiosa pra ler mais posts sobre o assunto!
    Já sigo vc no insta, doc, e a Lala é minha musa inspiradora kkkk
    Acho lindo o corpo torneado, magro e saudável!
    Sou fã!
    Bjuxxx

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